• Lorena Buiatti

Resoluções de Ano Novo




Todo final de ano eu me surpreendo pensando sobre o que vou “prometer” para o próximo ciclo, por mais que eu abomine essa prática. Não gosto, mesmo. Afinal eu penso tanto, me empolgo tanto e não faço nem metade. Isso é decepcionante, pois já se tornou vicioso. E surpreendentemente, nos melhores anos que tive, não prometi nada.

Por exemplo em 2013, depois de muitas voltas e brigas, eu me acertei com minha mãe. Tivemos um reinado de paz em casa. Também viajamos, e eu tive as duas melhores semanas da minha vida. Neste último ano, 2014, tive experiências novas: fui a uma Bienal do Livro – em São Paulo, eu amo aquela cidade. E fui a um show do Paul McCartney – quem me conhece sabe, depois da viagem em 2013, não tinha sonho maior que esse.

Acho que essas resoluções que muita gente faz, é apenas para acalmar a consciência. É sabido que no decorrer do ano, você não faz nada disso. Bebe mais do que quer, gasta mais do que pode, a vida passa e você lá. Arrastando.

Existe uma superstição de que tudo vai ser diferente apenas com a virada dos números do calendário. Mas, me perdoem por quebrar essa ilusão, nada será diferente se você não for diferente. Um novo ano é apenas uma contagem de tempo. Não deixe ser o número de oportunidades perdidas na sua vida.

Faça listas se quiser, mas escreva coisas de forma a se organizar. Não prometa nada além do que pode cumprir. Não se empolgue com a sensação de novidade que os fogos de artifícios trazem. Faça o seu máximo. Perdoe, brinque, coma, beba, vá a festas (independente da sua idade), faça amigos, contate as pessoas importantes para você. Se tiver um sonho, procure formas de realizá-lo.

Seja você mesmo e se organize para conquistar o que quer. Mas chega disso, que aqui não é blog motivacional.

{ Um doce 2015 à você e a todos que ama }

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