• Lorena Buiatti

quando estamos em uma relação tóxica com nós mesmos

relacionamentos tóxicos estão sendo cada vez mais citados e debatidos e isso é bom demais. por todos os lados vemos pessoas se libertando e abrindo as asas, ganhando novas cores: se libertando de familiares, cônjuges, amigos e todos os tipos de pessoas que as faziam mal. por outro lado, por melhor que seja ver outras pessoas evoluindo e crescendo, podemos acabar deixando um pouco de lado o cuidado pessoal.

esquecemos de nós e de como, muitas vezes, não somos as pessoas mais gentis do mundo com nós mesmos. isso é muito triste, não é? quero dizer, nosso primeiro foco de cuidado, deveria ser o autocuidado. não faz nem sentido que não seja dessa forma.

alguns de nós estão presos em um relacionamento tóxico consigo mesmo e nem percebem. eu mesma, um tempo atrás, em uma entrevista de emprego, soltei a seguinte pérola: “é difícil falar bem da gente, né?”. nem preciso dizer que hoje não trabalho nessa empresa.

e como saber se eu estou em um relacionamento ruim comigo mesmo? bom, eu não sou psicóloga e muito menos uma pessoa capaz de levar você a uma super revelação, mas eu acho que o primeiro passo é aceitar que todos nós temos dias ruins. não é pq você acordou segunda-feira de manhã, com o rosto inchado e não se achando muito interessante visualmente que sua relação interna é ruim. mas e fora dos dias ruins?

quando você se olha no espelho, gosta do que vê ou já fica logo apontando defeitos? você é capaz de falar bem sobre si mesmo e suas conquistas (diferentemente de mim na entrevista de emprego ahah)? seu exercício favorito é se comparar com outras pessoas e ver quão fracassado você se tornou? se sim, tenho más notícias e más notícias para mim mesma, também. foda.

eu, infelizmente, sou muito boa em auto sabotagem e não tenho nenhuma solução mágica. desculpe se ativei algum trigger em você apenas para falar que não sei o que fazer (hahah?). mas eu tenho acesso ao google e posso poupar você de fazer o mesmo caminho e pesquisar “coisas simples para cuidar melhor de mim” ou qualquer termo parecido.

vamos lá, segundo o pai dos burros (que antigamente era o dicionário):

– pare de se comparar com os outros

– aprenda a dizer “não”

– mude suas prioridades

– coma de forma mais saudável (ai, chocolate…)

– faça o que gosta (seja no trabalho, seja como hobbie)

– aprenda a se desligar e a relaxar

– aprenda a expressar seus sentimentos

– ria mais!

falar/escrever é muito mais simples do que fazer, não é? uma coisa que aprendi em um retiro budista do qual participei recentemente é a meditação. e eu sei, parar para meditar e ficar alguns minutos se concentrando, em uma posição desconfortável, é complicadíssimo (eu caí lá de paraquedas, aprendi a meditar durante o retiro hahaha). mas dá para ser diferente.

o lama (= professor) que estava lá me disse que a meditação pode ser introduzida no nosso dia a dia, sem sair da rotina. basta a cada 5 minutos, ou sempre que você se lembrar, parar durante um minuto para se tornar consciente do que está fazendo, da posição que seu corpo se encontra, se está tenso ou não. é bom para voltar a mente para a realidade e nos tornarmos mais cientes de nós mesmos e do momento presente. e bem, isso eu estou disposta a tentar. =)

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